Adriana Pascale, Senior Manager – Partner Insights da Parrot Analytics, comandou uma apresentação intitulada "A inteligência de dados por trás da nova era" no palco do Brasil Streaming, evento organizado pelas publicações TELA VIVA e TELETIME, nesta terça-feira, dia 5 de maio. A análise parte do ponto de que, num cenário cada vez mais disputado, com todos atrás da atenção do consumidor, com mais e mais ofertas aparecendo e o tempo das pessoas seguindo o mesmo, não há mais espaço para achismos. "Temos dados suficientes e disponíveis no mercado para serem trabalhados. É importante acompanharmos essa nova era para sermos mais assertivos e eficientes", pontuou a especialista.
A Parrot atua capturando todo tipo de interação do público com os conteúdos – desde a busca por informações a respeito deles até o consumo propriamente dito. O objetivo é identificar as demandas, isto é, a popularidade dos conteúdos. Nesse caminho, ela faz suas avaliações a partir de diferentes na camadas. Adriana apresentou três delas.
A primeira é o "valor do conteúdo", que visa entender o retorno de investimento que um título específico trará para qualquer plataforma, avaliando sua capacidade de gerar assinaturas e mitigar o churn. "É entender qual a função desse conteúdo na plataforma, como atrair assinantes, retê-los ou ambos. Depende do objetivo de cada plataforma. Mais do que nunca precisamos entender a função dos títulos, que pode mudar dependendo de onde ele estiver disponível, numa plataforma A ou B", disse. Um exemplo que a executiva trouxe foi a série "Emily in Paris", da Netflix, que foi capaz de trazer novos assinantes para a plataforma e também retê-los ali.
A segunda camada é a "performance de demanda", que analisa o desempenho do conteúdo específico de cada país em todos os principais serviços de streaming e mercados, com participação na audiência e composição do público. O objetivo é entender se a demanda desse título acontece fora do seu mercado de origem, se ele viaja bem, além de compreender a demanda no seu próprio mercado. Entre os exemplos de países cujos conteúdos têm performance de demanda fora dos seus países originais são Japão, com os animes, a Coreia, com os k-dramas, e o Brasil, que tem forte demanda local e global. "Isso orienta as plataformas em termos de decisão de licenciamento, distribuição e coprodução", explicou Adriana.
A apresentação, que trouxe dados de janeiro a outubro de 2025, revelou os principais gêneros e títulos mais demandados no Brasil nesse período. Os gêneros foram drama, animação e comédia, enquanto os títulos foram a novela brasileira "Beleza Fatal", da HBO Max; a série canadense "Rivalidade Ardente" e a coreana "Beijo Explosivo". A série nacional "Os Donos do Jogo", da Netflix, aparece na quarta posição do ranking, que só considera títulos lançados no ano passado.
"O exemplo de 'Rivalidade Ardente' é muito interessante. É uma série canadense, lançada em uma plataforma pequena, mas que teve muito engajamento via redes sociais. A própria 'Beleza Fatal' também foi muito impulsionada pelas conversas. Hoje em dia precisamos justamente entender esse comportamento para além do assistir. Todas essas camadas são importantes", salientou a especialista.
A terceira camada é a "afinidade", que permite aos clientes da Parrots maximizarem sua estratégia identificando quais marcas, programas de TV, filmes ou talentos mais se conectam com seu público-alvo. Nesse sentido, é interessante identificar as parcerias de marcas e talentos mais impactantes, entendendo as sinergias entre os públicos; otimizar o posicionamento de produtos e as oportunidades de marketing sabendo quais programas de TV e filmes seu público está assistindo; e fundamentar sua estratégia de segmentação de público e clientes com novas maneiras de traçar perfis de público que vão além dos dados demográficos.
"Dessa maneira, como plataforma de streaming, eu entrego uma opção de patrocínio muito mais direcionada e relevante, entendendo quais marcas têm mais sinergia com o conteúdo. O movimento ao contrário também acontece. Assim o streaming desenha cenários possíveis para parcerias com essa marca em ambientes customizados. A análise vai além do demográfico e vê também comportamentos de audiência, chegando a clusters como programas e talentos", ressaltou.
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